Engenheiro eletricista
Projeta, supervisiona e gerencia sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.
O Índice de IAtização de engenheiro eletricista é 62 em 100: 40 de 65 atividades do recorte foram classificadas como trabalho que a IA pode executar sozinha ou junto com uma pessoa. Não representa percentual do tempo, adoção no Brasil nem chance de demissão.
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Índice de IAtização: parcela das atividades do recorte em que a IA pode atuar sozinha ou junto com uma pessoa. Classificação atividade a atividade sobre o recorte da CBO. O uso observado aparece separadamente porque mostra onde a IA já entrou na prática.
Ver metodologia →Mapa da IAtização
Mapeamento das principais atividades
Como ler este mapa
O mapa reúne as atividades publicadas na CBO pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Abra uma atividade para ver por que ela entrou em cada grupo. Marque “eu executo” nas que fazem parte do seu dia a dia; a leitura do perfil recalcula a partir dessa seleção.
- Automação: delegue e audite (sistemas executam; você confere).
- Iatização: IA na rotina, você no comando e na decisão.
- Humana: o núcleo do trabalho permanece com a pessoa.
- Traçado sob o grau: linha tracejada sob o bloco inteiro (ex.: 69/100) em todo número analisado.
- Traçado laranja: uso comprovado na sessão ( AEI ) na própria atividade CBO ou na task O*NET ligada. Não reclassifica o grupo da linha; só marca o grau.
Marque abaixo as atividades que você executa no dia a dia e a leitura recalcula para o seu perfil.
Você faz 0 das 65 atividades · exposição do seu perfil: –
Automação delegue e audite (2)
Atualizar documentação técnica de 100
é tarefa digital, revisável e de baixa ambiguidade.
Simular modelagem de processo de 100
Simulação de processo roda em software com cenários e verificação de resultados.
Iatização a IA assume a rotina; você revisa, decide e responde (38)
Controlar cumprimento do cronograma financeiro de 100
Controle financeiro compara orçado e realizado com indicadores e alertas de desvio.
Criar matriz de relacionamento entre processos de 100
Matriz de relacionamento entre processos formaliza interfaces e dependências.
Definir cronograma financeiro de 100
Cronograma financeiro aloca desembolsos a partir de quantidades e marcos do projeto.
Definir cronograma físico de 100
Cronograma físico ordena atividades com dependências e marcos relativamente explícitos.
Elaborar manuais de operação e manutenção de 100
Manuais de operação e manutenção formalizam uso seguro e intervenções padrão.
Elaborar manual de instalação de 100
Manual de instalação documenta passos e precauções a partir do projeto do equipamento.
Elaborar planos de manutenção e serviços de 100
Planos de manutenção estruturam rotinas a partir de criticidade e histórico do ativo.
Elaborar rotinas de inspeção e testes de 100
Rotinas de inspeção e testes são procedimentos com critérios e frequências definidos.
Elaborar relátorios de 100
Relatórios técnicos estruturam achados e dados com formato relativamente estável.
Especificar valores dos parâmetros de 100
Especificar parâmetros usa cálculo e tabelas; erro aparece tarde em comissionamento.
Estudar viabilidade econômica de 100
Viabilidade econômica modela custos e cenários com premissas sensíveis a erro.
Modelar matematicamente processos de 100
Modelagem matemática é digital; escolha de equações e hipóteses exige julgamento.
Elaborar procedimentos técnicos de 100
Procedimentos técnicos traduzem práticas em passos documentados e revisáveis.
Estudar mercado de 100
Estudo de mercado usa dados e interpretação de tendências setoriais ambíguas.
Projetar sistemas elétricos e eletrônicos residenciais e comerciais de 100
Projetos residenciais/comerciais são mais padronizados, ainda com julgamento de normas.
Analisar propostas técnicas de 100
Análise documental de propostas técnicas com critérios variáveis e trade-offs de projeto.
Avaliar do planejamento de sistemas e equipamentos de 100
Avaliar planejamento revisa premissas, riscos e coerência sob critérios incompletos.
Avaliar tecnologias disponíveis de 100
compara catálogos e restrições de uso no contexto.
Criar fluxo do processo de 100
Criar fluxo de processo mapeia etapas e decisões sob lógica operacional do domínio.
Determinar características técnicas de 100
Características técnicas derivam de requisitos e trade-offs de desempenho/custo.
Pesquisar novas tecnologias de 100
Pesquisa de novas tecnologias é exploratória e pouco procedural.
Analisar processos de 100
interpreta dados e, às vezes, observação do chão de fábrica.
Avaliar desempenho de sistemas e equipamentos de 100
Avaliar desempenho combina métricas, histórico operacional e inspeção quando necessário.
Controlar alocação de recursos de 100
Alocação de recursos equilibra restrições de custo, prazo e disponibilidade real.
Desenvolver sistemas de 100
Desenvolvimento de sistemas é aberto, multi-requisito e sensível a contexto de uso.
Elaborar estudo preliminar de planejamento de 100
Estudo preliminar sintetiza premissas técnicas e restrições ainda mal definidas.
Estudar viabilidade técnica de 100
Viabilidade técnica confronta soluções com restrições físicas, normas e sítio.
Determinar aplicabilidade de normas e regulamentos de 100
Normas são codificadas, mas a aplicabilidade a cada caso exige interpretação.
Projetar equipamentos elétricos, eletrônicos e de telecomunicações de 100
Projeto de equipamentos exige especificação criativa e validação de requisitos complexos.
Projetar sistemas de distribuição de energia de 100
Distribuição de energia combina topologia, carga e normas com falha de alto impacto.
Projetar sistemas de geração de energia de 100
Projeto de geração integra normas, sítio e restrições com alto custo de falha.
Projetar sistemas de instrumentação, automação e controle de processos de 100
Automação e controle exigem modelagem de processo e tolerância a falha crítica.
Projetar sistemas de transmissão de energia de 100
Transmissão exige projeto de alta responsabilidade com muitas restrições de rede e sítio.
Projetar sistemas elétricos e eletrônicos industriais de 100
Sistemas industriais são específicos de processo e integração de planta.
Propor implementação de sistemas e equipamentos de 100
Propor implementação exige juízo técnico e articulação com stakeholders do empreendimento.
Definir critérios e metodologias de planejamento de 100
é abstrato e dependente de contexto.
Definir parâmetros de segurança de 100
Parâmetros de segurança seguem normas, mas erro tem impacto grave e tardio.
Determinar escopo da especificação de 100
Definir escopo de especificação delimita limites técnicos sob requisitos incompletos.
Ainda depende de pessoa juízo, vínculo ou responsabilidade no centro (25)
Administrar modificações no projeto original de 100
Administrar mudanças de projeto avalia impacto técnico, custo e prazo sob incerteza.
Associar tecnologias ao processo de 100
Associar tecnologia ao processo industrial exige casamento com restrições reais.
Desenvolver ferramentas e técnicas de 100
Criar ferramentas e técnicas é pouco codificável e depende de inovação contextual.
Emitir laudos de 100
Laudo carrega responsabilidade profissional; erro é caro e exige assinatura humana.
Configurar sistemas e equipamentos de 100
Configuração segue parâmetros e manuais, mas costuma exigir acesso local ao sistema.
Controlar cumprimento do cronograma físico de 100
Controle do cronograma físico usa marcos e frequentemente verificação de avanço em obra.
Elaborar normas técnicas de 100
fixa regras com amplo impacto e ambiguidade de redação.
Prestar consultoria de 100
Consultoria é situação-específica, ambígua e centrada em confiança profissional.
Auditorar sistemas de 100
Auditoria mistura checklist, dados de sistema e inspeção de campo com julgamento situacional.
Capacitar equipes de 100
Capacitação de equipes é tarefa relacional de ensino e adaptação ao público.
Controlar cumprimento de normas e diretrizes de segurança de 100
Fiscalizar segurança exige presença, checklists e responsabilidade por não-conformidade.
Supervisionar operação de sistemas e equipamentos de 100
Supervisão combina telemetria, presença operacional e decisões sob condição anômala.
Desenvolver equipamentos de 100
combina desenho digital com protótipo e testes físicos.
Implementar novas tecnologia de 100
Implementar nova tecnologia mistura planejamento, comissionamento e adaptação em campo.
Prestar assistência técnica de 100
Assistência técnica depende de diagnóstico contextual e interação com o solicitante.
Aprovar projetos de 100
é ato de autoridade técnica com risco residual elevado e accountability.
Estudar viabilidade socio ambiental de 100
Viabilidade socioambiental exige julgamento multi-stakeholder e impacto de longo prazo.
Participar da seleção de pessoal de 100
Seleção de pessoal é julgamento interpessoal; a relação humana é o núcleo da tarefa.
Coordenar atividades das equipes de 100
Coordenar equipes exige liderança, comunicação e ajuste contínuo de prioridades.
Aprovar serviços de 100
exige conferência técnica e responsabilidade sobre aceite do entregável.
Executar perícia em sistemas e equipamentos de 100
Perícia exige julgamento técnico-legal singular; erro tem custo elevado e tardio.
Executar testes e ensaios de 100
Testes e ensaios seguem protocolos, com montagem física e leitura de instrumentos.
Inspecionar sistemas e equipamentos de 100
Inspeção de sistemas exige observação in loco e julgamento sobre condições reais.
Instalar sistemas e equipamentos de 100
Instalação exige presença física no local e manipulação de equipamentos energizados.
Realizar manutenção em sistemas e equipamentos de 100
Manutenção elétrica é trabalho manual no ativo, com risco e acesso físico obrigatório.
Especializações CBO
Recortes oficiais.
Compare o recorte principal e especializações com mercado formal próprio.
Manutenção de sistemas elétricos. Modo de atuação do eletricista.
Projeto elétrico. Modo de atuação do eletricista.
Dados oficiais do Brasil
Salário e demanda no mercado formal.
É o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Não é o salário de quem começa.
Isso é o vai e vem de vagas, não o total de empregos. Ranking de demanda →
Limitações: RAIS e CAGED cobrem o mercado formal com carteira assinada. Autônomos, sócios e informalidade não entram nestes números.
Projeção 10 anos
Para onde a carreira pode ir.
Três cenários de horizonte longo para comparar caminhos possíveis.
CENÁRIO BASE
Crescimento estável puxado por óleo e gás (pré-sal, Margem Equatorial), mineração (Vale, Anglo) e energias renováveis (eólica e solar). Especialistas em manutenção preditiva e simulação mantêm prêmio.
Cenários editoriais construídos sobre o ponto de partida formal (R$ 13.927, RAIS 2023). Índice de IAtização por atividades: 62.
Competências
O que faz um bom profissional, além das tarefas.
- 01Resistência dos materiais e mecânica dos sólidos
- 02Termodinâmica, transferência de calor e fluidos
- 03Desenho técnico e modelagem 3D (SolidWorks, Inventor)
- 04Análise por elementos finitos (FEM) e simulação (CFD)
- 05Normas técnicas (ABNT, ISO, NR-12, NR-13, ASME)
- 01Pensamento analítico
- 02Atenção a detalhes técnicos
- 03Comunicação técnica clara
- 04Resolução estruturada de problemas
- 05Senso de segurança e responsabilidade
- 01SolidWorks, Inventor, AutoCAD Mechanical
- 02ANSYS, Abaqus (simulação)
- 03MATLAB, Python para análise
- 04Sistemas ERP industriais (SAP, TOTVS)
- 05Microsoft Project, Power BI
Atuação em fábricas, refinarias, plataformas offshore, mineradoras, montadoras, escritórios de engenharia e consultorias. Polos industriais em SP, MG, ES, RS, BA e PR concentram vagas. Carga horária industrial (turnos), EPI obrigatório em campo. Visitas a chão de fábrica e obra são rotina. Vestuário industrial em campo, business casual em escritório.
CORRESPONDÊNCIAS DERIVADAS
Ocupações relacionadas no O*NET
Compare o escopo desta ocupação brasileira com referências de trabalho dos Estados Unidos.
Engenheiro elétrico · Engenheiro eletrotécnico
engenheiro de energia · engenheiro elétrico
Fontes e metodologia
Quatro camadas para confiar nos dados.
Dados do governo (CBO, RAIS e CAGED) dão a identidade da profissão, o salário e o movimento de vagas.
Somamos as atividades de trabalho nas faixas de automação e de ampliação por IA, dividimos pelo núcleo de trabalho (n atividades) e multiplicamos por 100. Cada atividade do núcleo pesa igual; competências pessoais e comunicação transversal ficam fora desse denominador.
AIOE, O*NET e WRTMJ apoiam a leitura quando a ponte com a CBO é publicável, mas não entram na conta do índice por atividades.
Cada número passa por checagem; quando é frágil, aparece como “dado insuficiente”.
Como ligamos a profissão brasileira aos estudos de fora ver detalhe
Correspondências por classificação
Equivalências e referências encontradas em cada classificação.
4 derivadas
- ISCO-08Correspondência derivada
Correspondência derivada via from esco weak occupation, 1 salto (isco-08). Não é equivalência oficial CBO↔ISCO-08.
- ESCOCorrespondência derivada
Correspondência derivada via cbo to esco via isco08 group, 2 saltos (esco-v1.1.1). Não é equivalência oficial CBO↔ESCO.
- O*NETCorrespondência derivada
Correspondência derivada via seed ambiguous, 1 salto (onet-29.0). Não é equivalência oficial CBO↔O*NET.
- SOC/BLSCorrespondência derivada
Correspondência derivada via seed ambiguous, 1 salto (soc-2018-public). Não é equivalência oficial CBO↔SOC/BLS.
Códigos correspondentes no exterior
Nesta matriz, a CBO 214305 está associada aos códigos abaixo. Mais de um código significa que as fontes sustentam múltiplos candidatos, não uma equivalência única.
- ISCO-08
2151- ESCO
f1b89616-5dfe-40d4-8b02-58a6982b1a01- O*NET-SOC
17-2171.00- SOC/BLS
17-2171.00
Códigos derivados indicam uma rota reconstruível entre classificações; não são equivalências oficiais diretas da CBO.
O que estes dados não são: RAIS e CAGED só enxergam o emprego com carteira; os estudos de fora refletem outros países; “exposição” não é demissão. Catálogo de fontes →