Técnico de enfermagem
O dia a dia de técnico de enfermagem inclui, entre outras tarefas: auxiliar equipe em procedimentos invasivos.
O Índice de IAtização de técnico de enfermagem é 1 em 100: 1 de 91 atividades do recorte foram classificadas como trabalho que a IA pode executar sozinha ou junto com uma pessoa. Não representa percentual do tempo, adoção no Brasil nem chance de demissão.
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Índice de IAtização: parcela das atividades do recorte em que a IA pode atuar sozinha ou junto com uma pessoa. Classificação atividade a atividade sobre o recorte da CBO. O uso observado aparece separadamente porque mostra onde a IA já entrou na prática.
Ver metodologia →Mapa da IAtização
Mapeamento das principais atividades
Como ler este mapa
O mapa reúne as atividades publicadas na CBO pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Abra uma atividade para ver por que ela entrou em cada grupo. Marque “eu executo” nas que fazem parte do seu dia a dia; a leitura do perfil recalcula a partir dessa seleção.
- Automação: delegue e audite (sistemas executam; você confere).
- Iatização: IA na rotina, você no comando e na decisão.
- Humana: o núcleo do trabalho permanece com a pessoa.
- Traçado sob o grau: linha tracejada sob o bloco inteiro (ex.: 69/100) em todo número analisado.
- Traçado laranja: uso comprovado na sessão ( AEI ) na própria atividade CBO ou na task O*NET ligada. Não reclassifica o grupo da linha; só marca o grau.
Marque abaixo as atividades que você executa no dia a dia e a leitura recalcula para o seu perfil.
Você faz 0 das 89 atividades · exposição do seu perfil: –
Iatização a IA assume a rotina; você revisa, decide e responde (1)
Calcular dosagem de medicamentos de 100
Cálculo segue fórmulas e prescrição digital, mas depende de peso/alergias no leito; dose errada é crítica.
Ainda depende de pessoa juízo, vínculo ou responsabilidade no centro (88)
Controlar balanço hídrico de 100
Balanço hídrico combina medições físicas de I/O com registro e cálculo documental.
Verificar medicamentos recebidos de 100
Conferência prescrição versus medicamento recebido; erros de medicação são graves.
Verificar via de administração de 100
Checagem de via segue regras claras na prescrição, mas validação ocorre no ato físico de administrar.
Acionar equipe de segurança de 100
Decide acionar segurança por risco de agressão; protocolo existe, mas avaliação de ameaça é contextual.
Acompanhar paciente na ingestão de medicamento de 100
Observa deglutição e adesão ao lado do paciente; aspiração ou recusa exigem julgamento imediato.
Acompanhar tempo de administração de soro e medicação de 100
Monitora tempo de infusão e bomba no leito; infiltração ou reação podem surgir durante a vigília.
Acondicionar perfurocortante para descarte de 100
Manuseio físico de perfurocortante; procedimento explícito mas erro de biossegurança é caro e detectado tarde.
Administrar em separado medicamentos incompatíveis de 100
Separa incompatíveis por tabelas conhecidas, mas aplicação prática ocorre na administração física.
Administrar produtos quimioterápicos de 100
Quimio exige manipulação física de citotóxicos e vigilância clínica contínua no leito; erro grave e tardio.
Ajudar paciente a alimentar-se de 100
Alimentação assistida com risco de aspiração; supervisão humana próxima indispensável.
Aplicar bolsa de gelo e calor úmido e seco de 100
Aplicação tópica de gelo/calor no corpo com contraindicações clínicas.
Aplicar clister (lavagem intestinal) de 100
Clister invasivo padronizado, executado manualmente no leito com risco de complicação.
Apresentar-se situando paciente no ambiente de 100
Acolhimento presencial no quarto; exige rapport humano para situar o paciente no ambiente.
Aprontar paciente para exame e cirurgia de 100
Checklist de jejum, higiene e tricotomia com paciente presente; falhas aparecem só no centro cirúrgico.
Arrolar pertences de paciente de 100
Inventário de pertences físicos no leito; checklist padronizado, execução manual.
Arrumar camas de 100
é tarefa puramente física e mecânica.
Arrumar rouparia de 100
é manuseio físico rotineiro.
Aspirar cânula oro-traqueal e de traqueostomia de 100
Aspiração de via aérea crítica; timing e técnica dependem do estado respiratório.
Atentar para temperatura e reações de paciente em transfusões de 100
Vigilância presencial em transfusão; reconhecer reação precocemente é crítico.
Auxiliar em reanimação de paciente de 100
RCP é ação física imediata com decisões segundo evolução do paciente; erro é irreversível.
Auxiliar equipe em procedimentos invasivos de 100
Apoio manual em procedimentos invasivos variados; campo estéril e urgência exigem presença física.
Averiguar paciente e pertences (drogas, álcool etc.) de 100
Revista pertences e sinais de uso de substâncias; ocultação e negação geram ambiguidade alta.
Coletar material para exames de 100
Punção ou swab no paciente com rotulagem; identificação errada compromete todo o exame.
Colocar grades laterais no leito de 100
Colocar grades é procedimento mecânico de segurança; verificação visual imediata.
Conduzir paciente a atividades sociais de 100
Conduzir fisicamente paciente a atividades sociais exige acompanhamento corporal.
Conferir quantidade de psicotrópicos de 100
é contagem física regrada de itens controlados.
Conferir quantidade e funcionalidade de material e equipamento de 100
Conferir material e equipamento exige manuseio e teste físico no local.
Contar número de compressas, material e instrumental pré e pós cirurgia de 100
Contagem pré/pós com reconciliação obrigatória; procedimento explícito, erro de compressa é grave.
Conter paciente no leito de 100
Contenção física no leito; decisão clínica sensível e alto custo de erro.
Controlar administração de vacinas de 100
Registra e aplica vacina com esquema e lote; contraindicação e reação exigem avaliação no ato.
Controlar sinais vitais de 100
Aferição com equipos e contato físico; valores alterados exigem interpretação clínica.
Cuidar de corpo após morte de 100
Cuidados pós-óbito com higiene e dignidade; manipulação direta do corpo.
Demarcar limites de comportamento de 100
Impor limites de comportamento é interação relacional presencial com ambiguidade real.
Descartar material contaminado de 100
é manuseio físico protocolar.
Desinfectar aparelhos e materiais de 100
Desinfectar aparelhos é manuseio físico protocolar.
Disponibilizar pertences pessoais para paciente (preservação da identidade) de 100
Entregar pertences físicos ao paciente exige manuseio no local.
Efetuar testes e exames de 100
Testes no leito (glicemia, ECG etc.) misturam protocolo e interpretação; sempre com paciente presente.
Efetuar tricotomia de 100
Raspagem manual da pele no pré-operatório; técnica padronizada, mas totalmente presencial.
Encaminhar material para exames de 100
envolve transporte físico de amostras.
Encaminhar material para sala cirúrgica de 100
Transporte físico de material estéril até a sala; deslocamento corporal é a tarefa inteira.
Esterilizar instrumental de 100
é processo físico protocolar.
Estimular a função vésico-intestinal de 100
Estimulação exige manobras físicas e leitura da resposta do paciente no leito.
Estimular paciente (movimentos ativos e passivos) de 100
Mobilização ativa/passiva guiada; amplitude limitada pela condição e dor do paciente.
Estimular paciente na expressão de sentimentos de 100
Estimular expressão emocional é a própria relação terapêutica presencial.
Executar antissepsia de 100
Técnica manual de assepsia no local; protocolo fixo, mas execução depende de destreza das mãos.
Fiscalizar validade de materiais e medicamentos de 100
Verificar validade segue regra explícita mas exige inspeção física dos itens.
Fornecer roupa de 100
é logística simples, mas exige ajuda física e presença junto ao paciente.
Higienizar paciente de 100
Higiene corporal íntima no leito; manipulação direta e confiança do paciente.
Identificar medicação a ser administrada (leito, nome e registro do paciente) de 100
Confirma paciente no leito com pulseira/nome; procedimento padronizado, mas exige presença e contato.
Implementar atividades terapêuticas prescritas de 100
Executar atividades terapêuticas prescritas junto ao paciente exige presença física.
Inspecionar carrinho de parada cárdio-respiratória (pcr) de 100
Inspecionar carrinho de PCR é checagem física por checklist no local.
Instalar alimentação induzida de 100
Instalação de dieta enteral no leito; ajuste de fluxo e tolerância exigem checagem.
Instalar hemoderivados de 100
Instalação de hemoderivados com protocolo rígido; reações exigem vigilância imediata.
Introduzir cateter naso-gástrico e vesical de 100
Duas técnicas invasivas distintas; confirmação de posicionamento exige julgamento.
Lavar mãos antes e após cada procedimento de 100
Lavar as mãos é ato físico protocolar do próprio profissional.
Limitar espaço de circulação do paciente de 100
Contenção física de circulação exige presença corporal no local; decisão por regra.
Massagear paciente de 100
Massagem terapêutica com toque corporal direto; conforto e vínculo humano.
Mensurar paciente (peso, altura) de 100
Mensuração por protocolo explícito, mas exige balança e posicionamento físico do paciente.
Monitorar evolução de paciente de 100
Vigilância presencial contínua; distinguir deterioração exige julgamento clínico.
Mudar decúbito no leito de 100
Reposicionamento manual no leito conforme escala de risco de lesão por pressão.
Oferecer comadre e papagaio de 100
Assistência íntima à eliminação com comadre/papagaio; vínculo e presença física.
Organizar medicamentos e materiais de uso de paciente e de posto de enfermagem de 100
Organizar medicamentos e materiais é manuseio físico no posto.
Paramentar-se de 100
é vestir-se fisicamente conforme protocolo.
Posicionar paciente para cirurgia de 100
Posiciona e move paciente anestesiado na mesa; exige força, contato e avaliação de pressão.
Posicionar placa de bisturi elétrico de 100
Coloca eletrodo de bisturi na pele do paciente; protocolo fixo, mas totalmente manual.
Precaver-se contra efeitos adversos dos produtos de 100
Precaver-se contra efeitos adversos exige manuseio físico e decisão pontual.
Preparar medicação prescrita de 100
Diluição, aspiração e técnica asséptica manuais; contaminação ou dose incorreta têm alto custo.
Preparar paciente para medicação de 100
Posiciona e orienta paciente com contato direto; adaptação a náusea, medo e limitações físicas.
Prevenir tentativas de suicídio e situações de risco de 100
Vigilância de risco suicida exige leitura clínica presencial de sinais sutis; falha pode ser fatal e tardia.
Proceder à inaloterapia de 100
Inaloterapia com nebulizador no leito; monitorar resposta respiratória do paciente.
Proteger paciente durante crises de 100
Proteger paciente em crise exige intervenção corporal imediata; erro caro e tardio.
Proteger proeminências ósseas de 100
Aplicação física de protetores em proeminências ósseas identificadas.
Providenciar limpeza concorrente e terminal de 100
Limpeza concorrente e terminal é trabalho físico no ambiente.
Providenciar material de consumo de 100
é logística física de itens no setor.
Puncionar acesso venoso de 100
Punção venosa manual asséptica; escolha de veia e falhas têm complicações graves.
Remover o paciente de 100
Remoção/transferência física do paciente com risco de queda e lesão.
Repor material na sala cirúrgica de 100
Reposição física de material durante cirurgia; antecipa demanda da equipe no centro cirúrgico.
Resolver pendências (medicamentos, curativos, exames, encaminhamentos, jejum, entre outras) de 100
Resolver pendências agrega subtarefas heterogêneas; caso modal exige ação física e decisão contextual.
Seguir protocolo em caso de contaminação ou acidente de 100
Seguir protocolo de acidente exige ação física imediata com decisão pontual.
Suprir demandas da equipe de 100
Antecipa pedidos do cirurgião em tempo real no centro cirúrgico; leitura tácita da equipe.
Transportar roupas e materiais para expurgo de 100
Transportar roupas e materiais ao expurgo é deslocamento físico.
Trocar curativos de 100
Troca de curativo exige inspeção da lesão e técnica asséptica manual.
Vedar sala cirúrgica de 100
Fechamento/vedação ambiental da sala segue protocolo; execução é presencial no bloco.
Verificar a quantidade de compressas cirúrgicas de 100
Contagem de compressas com regra rígida; discrepância exige busca antes de fechar.
Verificar quantidade de peças para implante de 100
Confere peças de implante contra procedimento; erro só aparece intraoperatório com alto impacto.
Verificar resultado e validade da esterilização de 100
Valida indicador e validade de esterilização em registros/embalagem; critério objetivo de aprovação.
Verificar suficiência de equipamento, material cirúrgico e compressas de 100
Contagem visual de instrumental e compressas na sala; checklist simples, mas material é físico.
Vistoriar cada paciente de 100
exige observação clínica presencial com julgamento; falha detectada tarde.
Especializações CBO
Recortes oficiais.
Compare o recorte principal e especializações com mercado formal próprio.
UTI.
Do trabalho.
Atividade própria: Dispensar de trabalho funcionário e tripulante doente ou acidentado (+4)
Psiquiátrica.
Atividade própria: Orientar família sobre doença mental (+2)
Instrumentador cirúrgico.
Atividade própria: Passar instrumentos à equipe cirúrgica
Auxiliar de enfermagem.
Auxiliar do trabalho.
ESF (técnico).
Atividade própria: Efetuar testes de glicemia (+21)
ESF (auxiliar).
Agente comunitário (técnico).
Dados oficiais do Brasil
Salário e demanda no mercado formal.
É o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Não é o salário de quem começa.
Isso é o vai e vem de vagas, não o total de empregos. Ranking de demanda →
Limitações: RAIS e CAGED cobrem o mercado formal com carteira assinada. Autônomos, sócios e informalidade não entram nestes números.
Projeção 10 anos
Para onde a carreira pode ir.
Três cenários de horizonte longo para comparar caminhos possíveis.
CENÁRIO BASE
Crescimento moderado puxado por expansão de redes (DASA, Fleury) e SUS. Quem se especializa em microbiologia avançada, citologia ou bancos de sangue mantém demanda.
Cenários editoriais construídos sobre o ponto de partida formal (R$ 3.055, RAIS 2023). Índice de IAtização por atividades: 1.
Competências
O que faz um bom profissional, além das tarefas.
- 01Coleta de sangue, urina, fezes e outros materiais
- 02Operação de equipamentos analisadores automatizados
- 03Microbiologia clínica básica
- 04Hematologia, bioquímica e imunologia (princípios)
- 05Controle de qualidade e biossegurança
- 01Atenção a detalhes
- 02Postura ética
- 03Empatia com paciente
- 04Trabalho em equipe
- 05Resistência a rotina repetitiva
- 01Equipamentos automatizados (Cobas, ADVIA, ARCHITECT)
- 02Microscópio óptico
- 03Centrífugas e pipetas automáticas
- 04Sistemas LIS (LabNet, Pixeon)
- 05EPI completo e câmaras de fluxo laminar
Atuação em laboratórios clínicos, hospitais públicos e privados, bancos de sangue, postos de coleta e laboratórios de pesquisa. Jornada em escala (6x1 ou 12x36 em hospital), turnos diurnos e noturnos. Exposição a material biológico exige EPI rigoroso. Uniforme branco padrão, vacinação obrigatória.
CORRESPONDÊNCIAS DERIVADAS
Ocupações relacionadas no O*NET
Compare o escopo desta ocupação brasileira com referências de trabalho dos Estados Unidos.
- Trabalhadores comunitários da saúde O*NET 21-1094.00 · referência relacionada
- Assistentes Médicos O*NET 29-1071.00 · referência relacionada
- Técnicos Cirúrgicos O*NET 29-2055.00 · referência relacionada
- Enfermeiras Profissionais e Profissionais Licenciados O*NET 29-2061.00 · referência relacionada
- Assistentes Cirúrgicos O*NET 29-9093.00 · referência relacionada
- Assistentes Médicos O*NET 31-9092.00 · referência relacionada
- Técnicos em Endoscopia O*NET 31-9099.02 · referência relacionada
Técnico em hemotransfusão
Fontes e metodologia
Quatro camadas para confiar nos dados.
Dados do governo (CBO, RAIS e CAGED) dão a identidade da profissão, o salário e o movimento de vagas.
Somamos as atividades de trabalho nas faixas de automação e de ampliação por IA, dividimos pelo núcleo de trabalho (n atividades) e multiplicamos por 100. Cada atividade do núcleo pesa igual; competências pessoais e comunicação transversal ficam fora desse denominador.
AIOE, O*NET e WRTMJ apoiam a leitura quando a ponte com a CBO é publicável, mas não entram na conta do índice por atividades.
Cada número passa por checagem; quando é frágil, aparece como “dado insuficiente”.
Como ligamos a profissão brasileira aos estudos de fora ver detalhe
Correspondências por classificação
Equivalências e referências encontradas em cada classificação.
3 derivadas
- ISCO-08Correspondência derivada
Correspondência derivada via cbo94 muendler ilo isco08 chain, 1 salto (isco-08). Não é equivalência oficial CBO↔ISCO-08.
- O*NETCorrespondência derivada
Correspondência derivada via seed ambiguous, 1 salto (onet-29.0). Não é equivalência oficial CBO↔O*NET.
- SOC/BLSCorrespondência derivada
Correspondência derivada via seed ambiguous, 1 salto (soc-2018-public). Não é equivalência oficial CBO↔SOC/BLS.
Códigos correspondentes no exterior
Nesta matriz, a CBO 322205 está associada aos códigos abaixo. Mais de um código significa que as fontes sustentam múltiplos candidatos, não uma equivalência única.
- ISCO-08
3221- O*NET-SOC
29-2099.00- SOC/BLS
29-2099.00
Códigos derivados indicam uma rota reconstruível entre classificações; não são equivalências oficiais diretas da CBO.
O que estes dados não são: RAIS e CAGED só enxergam o emprego com carteira; os estudos de fora refletem outros países; “exposição” não é demissão. Catálogo de fontes →