Enfermeiro
Profissional da saúde que planeja, executa e avalia a assistência de enfermagem a indivíduos, famílias e comunidades.
O Índice de IAtização de enfermeiro é 48 em 100: 22 de 46 atividades do recorte foram classificadas como trabalho que a IA pode executar sozinha ou junto com uma pessoa. Não representa percentual do tempo, adoção no Brasil nem chance de demissão.
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Índice de IAtização: parcela das atividades do recorte em que a IA pode atuar sozinha ou junto com uma pessoa. Classificação atividade a atividade sobre o recorte da CBO. O uso observado aparece separadamente porque mostra onde a IA já entrou na prática.
Ver metodologia →Mapa da IAtização
Mapeamento das principais atividades
Como ler este mapa
O mapa reúne as atividades publicadas na CBO pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Abra uma atividade para ver por que ela entrou em cada grupo. Marque “eu executo” nas que fazem parte do seu dia a dia; a leitura do perfil recalcula a partir dessa seleção.
- Automação: delegue e audite (sistemas executam; você confere).
- Iatização: IA na rotina, você no comando e na decisão.
- Humana: o núcleo do trabalho permanece com a pessoa.
- Traçado sob o grau: linha tracejada sob o bloco inteiro (ex.: 69/100) em todo número analisado.
- Traçado laranja: uso comprovado na sessão ( AEI ) na própria atividade CBO ou na task O*NET ligada. Não reclassifica o grupo da linha; só marca o grau.
Marque abaixo as atividades que você executa no dia a dia e a leitura recalcula para o seu perfil.
Você faz 0 das 46 atividades · exposição do seu perfil: –
Automação delegue e audite (4)
Elaborar material educativo de 100
Produção de textos, ilustrações e roteiros educativos em formato digital.
Elaborar relatórios e documentos de 100
Relatórios são produto textual digital; IA gera rascunhos revisáveis antes de formalização pela auditoria.
Submeter resultados de pesquisa para publicação de 100
Submissão ocorre em portais digitais com checklists formais; revisão editorial permanece humana.
Analisar dados de 100
Dados estruturados em bases digitais; análise estatística é assistível por IA com validação do pesquisador.
Iatização a IA assume a rotina; você revisa, decide e responde (18)
Registrar observações, cuidados e procedimentos prestados de 100
Registro estruturado em PEP; tarefa majoritariamente digital e revisável.
Elaborar trabalhos técnicos e científicos de 100
Trabalhos científicos são digitais; IA auxilia redação, mas método e conclusões exigem expertise humana.
Definir métodos de avaliação de qualidade de 100
Indicadores e métodos de qualidade exigem adequação ao contexto do serviço.
Padronizar normas e procedimentos de enfermagem e/ou perfusão de 100
Normatização baseada em evidências e contexto institucional, trabalho documental.
Elaborar projetos de ação de 100
Projetos articulam objetivos, recursos e cronograma em documentos de planejamento.
Analisar prontuários de 100
Prontuários eletrônicos permitem análise remota, porém erros de auditoria clínica têm consequências graves.
Avaliar resultados de 100
Análise de indicadores e desfechos contra metas; revisão documental.
Averiguar coerência do registro de enfermagem com patologia de 100
Registros digitalizados; validar coerência com patologia exige correlação clínica sob responsabilidade humana.
Confrontar situação com as informações da legislação e normas de 100
Legislação e normas estão digitalizadas; confronto exige interpretação jurídico-clínica com risco regulatório.
Solicitar exames de 100
Pedidos via prontuário eletrônico com indicação clínica padronizável.
Definir estratégias de promoção da saúde para situações e grupos específicos de 100
Estratégias variam por perfil epidemiológico, cultural e recursos disponíveis.
Desenvolver programas de educação continuada de 100
Desenho curricular e conteúdos educativos majoritariamente digitais e editáveis.
Aplicar métodos para avaliação de qualidade de 100
Auditoria com checklists e coleta de dados; aplicação mais procedural.
Estabelecer metas de 100
Metas dependem de leitura estratégica de demanda e capacidade da equipe.
Monitorar processo de trabalho de 100
Acompanhamento de fluxos e indicadores operacionais em ambiente hospitalar.
Participar da elaboração de projetos e políticas de saúde de 100
Políticas partem de documentos digitais, mas exigem mediação entre atores e julgamento contextual institucional.
Estabelecer prioridades de 100
Priorização entre necessidades concorrentes com critérios clínicos e éticos.
Organizar grupos de estudos de 100
Organização mistura agendas digitais e facilitação presencial de grupos de estudo em enfermagem.
Ainda depende de pessoa juízo, vínculo ou responsabilidade no centro (24)
Analisar a assistência prestada pela equipe de enfermagem de 100
Combina prontuário digital e observação presencial da equipe no leito.
Acionar equipe multiprofissional de saúde de 100
Escalonamento multiprofissional por critérios clínicos, muito por telefone/sistema.
Diagnosticar situação de 100
Diagnóstico de enfermagem sintetiza sinais diversos em problemas prioritários.
Identificar áreas de risco de 100
Identificação de riscos usa dados e regras, mas ponderação contextual.
Levantar necessidades e problemas de 100
Levantamento com entrevista e observação direta de pacientes/comunidade.
Prescrever medicamentos de 100
Prescrição medicamentosa: alto risco de erro e responsabilidade legal humana.
Selecionar materiais e equipamentos de 100
Escolha de insumos combina catálogo, custo e adequação clínica ao serviço.
Acompanhar processo seletivo de profissionais de enfermagem e/ou perfusão de 100
Seleção combina entrevista, fit cultural e competência técnica de candidatos.
Avaliar desempenho de pessoal subordinado e de pares de 100
Avaliação interpessoal de desempenho com critérios e subjetividade relevante.
Colaborar com entidades de ensino e pesquisa de 100
Parcerias com ensino e pesquisa dependem de alinhamento institucional e confiança entre pessoas.
Participar de trabalhos de equipes multidisciplinares de 100
Reuniões presenciais/remotas com negociação entre profissionais e áreas.
Prescrever ações de enfermagem de 100
Planejamento de cuidados exige diagnóstico situacional e priorização clínica.
Orientar equipe para controle de infecção nas unidades de saúde de 100
Protocolos de IPC são codificáveis, mas orientação ocorre presencialmente nas unidades com equipe de saúde.
Averiguar irregularidades relativas a assistência prestada de 100
Une revisão documental e verificação presencial; irregularidades de assistência têm alto custo e detecção tardia.
Monitorar evolução clínica de pacientes de 100
Sinais vitais e deterioração exigem presença e interpretação clínica imediata.
Captar recursos para pesquisas de 100
Captação de recursos exige negociação relacional com financiadores; o vínculo é central na atividade.
Participar de campanhas de combate aos agravos da saúde de 100
Campanhas combinam planejamento digital e ações presenciais comunitárias com presença do enfermeiro no território.
Participar de programas e campanhas de saúde do trabalhador de 100
Programas do trabalhador misturam materiais digitais e intervenções presenciais no ambiente laboral.
Orientar participação da comunidade em ações educativas de 100
Mobilização comunitária presencial; confiança local é central na adesão.
Realizar consultas de enfermagem de 100
Exige exame físico e vínculo com paciente; julgamento clínico na avaliação inicial.
Atender pacientes/clientes em domicílio de 100
Visita domiciliar presencial; confiança e relação são o núcleo do atendimento.
Coletar dados e amostras de 100
Coleta modal envolve amostras físicas e contato direto com participantes no campo de pesquisa.
Prestar assistência direta a pacientes graves de 100
Paciente grave: manobras físicas e decisões críticas em tempo real no leito.
Realizar procedimentos de maior complexidade de 100
Procedimentos invasivos variados demandam destreza manual e supervisão no leito.
Especializações CBO
Recortes oficiais.
Compare o recorte principal e especializações com mercado formal próprio.
Auditoria em enfermagem e serviços de saúde. Papel de controle, não de assistência de linha.
Enfermagem em transporte aéreo/embarcações. Ambiente e rotina específicos.
Assistência em centro cirúrgico. Especialidade hospitalar.
UTI e cuidados críticos. Especialidade hospitalar frequente.
Saúde ocupacional e enfermagem do trabalho. Mercado formal próprio.
Enfermagem em nefrologia e diálise.
Cuidado neonatal. Especialidade pediátrica.
Enfermagem obstétrica. Distinta da obstetriz (ofício próprio).
Saúde mental e enfermagem psiquiátrica.
Puericultura e enfermagem pediátrica.
Saúde coletiva e enfermagem sanitária.
Atenção básica e ESF. Vínculos e território distintos do hospital.
Atividade própria: Facilitar interação entre o acs e os profissionais da ubs (+23)
Estomaterapia e feridas. Especialidade clínica.
Enfermagem forense. Recorte pericial e legal.
Dados oficiais do Brasil
Salário e demanda no mercado formal.
É o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Não é o salário de quem começa.
Isso é o vai e vem de vagas, não o total de empregos. Ranking de demanda →
Limitações: RAIS e CAGED cobrem o mercado formal com carteira assinada. Autônomos, sócios e informalidade não entram nestes números.
Projeção 10 anos
Para onde a carreira pode ir.
Três cenários de horizonte longo para comparar caminhos possíveis.
CENÁRIO BASE
Envelhecimento populacional e expansão do home care sustentam crescimento moderado. Especializações em UTI, oncologia e gerontologia ganham prêmio salarial. Concursos abrem regularmente em estados e municípios.
Cenários editoriais construídos sobre o ponto de partida formal (R$ 5.519, RAIS 2023). Índice de IAtização por atividades: 48.
Competências
O que faz um bom profissional, além das tarefas.
- 01Administração de medicamentos por via parenteral
- 02Avaliação clínica de enfermagem (SAE)
- 03Curativos complexos e tratamento de feridas
- 04Suporte básico e avançado de vida
- 05Punção venosa e procedimentos invasivos
- 01Empatia e escuta ativa
- 02Liderança de equipe técnica
- 03Resiliência emocional
- 04Comunicação clara com familiares
- 05Priorização em emergências
- 01Prontuário eletrônico (Tasy, MV)
- 02Bombas de infusão
- 03Monitores multiparamétricos
- 04Glicosímetros e oxímetros
- 05Equipamentos de proteção individual
Atua em hospitais, UPAs, UBS, home care, escolas, empresas, clínicas estéticas e instituições de longa permanência. Regime de plantão 12x36 ou 6x1 é comum. Exige permanência em pé por horas, exposição a riscos biológicos e adaptação a turnos noturnos e finais de semana.
CORRESPONDÊNCIAS DERIVADAS
Ocupações relacionadas no O*NET
Compare o escopo desta ocupação brasileira com referências de trabalho dos Estados Unidos.
- Especialistas em Informática em Saúde O*NET 15-1211.01 · referência relacionada
- Enfermeiras cadastradas O*NET 29-1141.00 · referência relacionada
- Enfermeiras de Cuidados Agudos O*NET 29-1141.01 · referência relacionada
- Enfermeiras Psiquiátricas Prática Avançada O*NET 29-1141.02 · referência relacionada
- Enfermeiras de Cuidados Críticos O*NET 29-1141.03 · referência relacionada
- Especialistas em Enfermagem Clínica O*NET 29-1141.04 · referência relacionada
- Enfermeira Anestesista O*NET 29-1151.00 · referência relacionada
- Enfermeira Parteira O*NET 29-1161.00 · referência relacionada
- Praticadores de Enfermagem O*NET 29-1171.00 · referência relacionada
- Técnicos de Informação em Saúde e Secretários Médicos O*NET 29-9021.00 · referência relacionada
- Parteiras O*NET 29-9099.01 · referência relacionada
enfermeira · profissional de enfermagem
Fontes e metodologia
Quatro camadas para confiar nos dados.
Dados do governo (CBO, RAIS e CAGED) dão a identidade da profissão, o salário e o movimento de vagas.
Somamos as atividades de trabalho nas faixas de automação e de ampliação por IA, dividimos pelo núcleo de trabalho (n atividades) e multiplicamos por 100. Cada atividade do núcleo pesa igual; competências pessoais e comunicação transversal ficam fora desse denominador.
AIOE, O*NET e WRTMJ apoiam a leitura quando a ponte com a CBO é publicável, mas não entram na conta do índice por atividades.
Cada número passa por checagem; quando é frágil, aparece como “dado insuficiente”.
Como ligamos a profissão brasileira aos estudos de fora ver detalhe
Correspondências por classificação
Equivalências e referências encontradas em cada classificação.
3 derivadas
- ISCO-08Correspondência derivada
Correspondência derivada via cbo94 muendler ilo isco08 chain, 1 salto (isco-08). Não é equivalência oficial CBO↔ISCO-08.
- O*NETCorrespondência derivada
Correspondência derivada via seed ambiguous, 1 salto (onet-29.0). Não é equivalência oficial CBO↔O*NET.
- SOC/BLSCorrespondência derivada
Correspondência derivada via seed ambiguous, 1 salto (soc-2018-public). Não é equivalência oficial CBO↔SOC/BLS.
Códigos correspondentes no exterior
Nesta matriz, a CBO 223505 está associada aos códigos abaixo. Mais de um código significa que as fontes sustentam múltiplos candidatos, não uma equivalência única.
- ISCO-08
3222- O*NET-SOC
29-1171.00- SOC/BLS
29-1171.00
Códigos derivados indicam uma rota reconstruível entre classificações; não são equivalências oficiais diretas da CBO.
O que estes dados não são: RAIS e CAGED só enxergam o emprego com carteira; os estudos de fora refletem outros países; “exposição” não é demissão. Catálogo de fontes →